Há muito que o nome MINI deixou de estar associado a um modelo dando lugar a uma marca, fiel a vários conceitos e formas de estar no mercado. É esse o motivo pelo qual o MINI Countryman continua a diferenciar-se, mesmo com muita concorrência. Apesar de inserido no segmento dos SUV, é um facto que o MINI Countryman tem sabido marcar a sua posição. Neste caso, trás “às costas” um T0 para algumas noites na descoberta do nosso país. Por outro lado, a versão SE (híbrida plug-in) veio despertar as vendas através dos benefícios fiscais.
Consciente da importância dos SUV no mercado, a MINI não hesitou em utilizar o novo Countryman para ser o primeiro modelo da marca a adotar a tecnologia híbrida Plug-in. O MINI Cooper SE Countryman All4 é de facto o primeiro MINI Híbrido, e conjuga um motor 1.5 l de três cilindros e 136 cv no eixo dianteiro e um motor elétrico de 88 cv no eixo traseiro. Este é possível de carregar numa tomada doméstica, e o conjunto gera uma potência combinada de 224 cv, e uma tração integral… mas tudo isto apenas e só quando existe carga nas baterias o que, infelizmente, é muito pouco frequente, mas já lá vamos…
Maior e mais espaçoso
O modelo cresceu e dimensões e ganhou um aspeto mais robusto e encorpado, embora talvez as principais diferenças se concentrem no interior. Aqui encontramos melhores padrões de qualidade, espaço e conforto a bordo, a par do muito equipamento disponível, que vão desde items de entretenimento, a todos os sistemas de segurança e ajuda à condução. O espaço em largura aumentou significativamente e as inúmeras possibilidades de configuração conferem lhe a já habitual personalidade. Ao contrário de outras propostas, esta versão Countryman SE, não sai prejudicada em termos de espaço pelo volume das baterias.
A afinação de suspensão revela um ótimo compromisso entre o que esperamos de um MINI, e o conforto já exigível para um modelo que pode assumir o papel de carro família. O info-entretenimento mantém-se ao centro num ecrã generoso de 8,8” que evoluiu. Agora possui comando tátil, para além do útil e intuitivo botão rotativo na consola.
A iluminação, os modos de condução e todos os pormenores que fazem parte da lista de opcionais, como as superfícies interiores com iluminação, fazem parte da experiência de condução, que é inegavelmente diferente de toda e qualquer concorrência. O comportamento do Countryman SE é exemplar e para além dos habituais modos, contamos com as opções de gestão da bateria. Estas permitem dar primazia à bateria, poupá-la para uso posterior, ou ainda carregá-la com a ajuda do motor térmico, apesar de ineficiência.
Para além dos habituais opcionais que podem colocar o preço final em valores completamente descabidos para o segmento, existem ainda alguns desenvolvidos para a MINI e disponíveis como acessórios. É o caso da tenda no tejadilho Autohome que equipava a unidade ensaiada. A verdade é que esta ainda nos permitiu a experiência de passar uma memorável noite na costa vicentina em cima da praia e com vista para o mar. Tudo por um preço de 3000€, mas com número de noites ilimitadas…
Híbrido… só às vezes!
Mas se tudo isto eleva a experiência e suscita o desejo de ter na garagem esta versão do Countryman que tinha tudo para ser perfeita, a solução híbrida no dia-a-dia revela-se muito aquém do esperado. Apesar dos referidos modos de condução do MINI híbrido plug-in que permitem poupar ou privilegiar o motor elétrico, a autonomia máxima anunciada com a bateria totalmente carregada foi de 32 km, e que dificilmente se conseguem atingir. O motor a gasolina entra muito frequentemente em ação e facilmente dispara os consumos para valores não só longe dos anunciados, como não aceitáveis para uma versão híbrida que se espera… poupada. Em estrada é difícil conseguir valores inferiores aos 10 l/100 km.
Por outro lado, e sem carga nas baterias, a potência do motor a combustão não é digna da designação Cooper S, para além de que ficamos sem o sistema de tração integral. Com cada vez mais adeptos das soluções híbridas Plug-in, e com todas as mais-valias que o MINI Countryman oferece, incluindo a exclusividade, a marca só tem de fazer evoluir a solução híbrida ao nível da autonomia e economia. Ainda que com um preço a pagar, beneficiado pelos incentivos e benefícios fiscais, um mais eficiente sistema híbrido faria do primeiro MINI híbrido plug-in, uma proposta muito perto da perfeição!
Conclusão
O MINI Cooper SE Countryman tinha tudo para ser uma das melhores, e mais diferenciadoras e exclusivas, propostas do segmento. Os benefícios fiscais são uma enorme mais valia, o que está provado pelo número de unidades vendidas e interesse, naturalmente direcionado para empresas e frotas, onde os consumos elevados e a baixa autonomia em modo elétrico são pontos secundários. A qualidade, a exclusividade, e o comportamento dinâmico mantêm-se referência, como seria de esperar!
Ficha Técnica

1499 cm3
Cilindrada
220 Nm
Binário Máximo
224 cv
Potência

6,8 s
0-100 KM/H
198 km/h
Velocidade Máxima

2,4 l/100 km
Combinado
9,8 l/100 km
Registado
55 g/km
Emissões CO2

39 350€
Base
49 069€
Ensaiado
Qualidade e personalização. Comportamento dinâmico.
Autonomia e consumos. Preço.